terça-feira, 16 de julho de 2024

 “A Totalidade Humana e o Enigma do Inconsciente: Reflexões a partir de Freud, Jung e Conhecimentos Ancestrais”

ESTRUTURA ARQUETÍPICA

Teoria Geral

A Formação das redes de interação e Desenvolvimento Humano, segundo a Natureza e sua representação no conjunto dos Arquétipos

 

Mauro Andriole

                                                                                2024


O enigma da primeira causa das coisas exige uma contextualização primordial: qual é a Condição Humana? A partir desse ponto, podemos imaginar que um nexo subjacente persiste em todas as formas possíveis do humano. Ser humano no mundo é uma expressão intrínseca à origem e causa, independentemente de estarmos cientes desse processo e de sua natureza e propósito em curso.

Merleau-Ponty (1994) propõe que não apreendemos objetos ou experiências como um conjunto de características fornecidas pelo próprio objeto, mas investimos nossa intencionalidade naquilo que nos é sugerido pela experiência. O “eu posso” substitui o “eu penso” de Descartes, representando a habilidade do corpo de completar gestalts e se colocar em situação. Esse diálogo constante com o mundo não segue planos preestabelecidos; o corpo vivido possui um saber que se manifesta sem necessidade de representação.

No entanto, a investigação do inconsciente enfrenta desafios. As considerações sobre o conhecimento nesse universo costumam derivar das experiências de Freud e Jung, incluindo suas interações com culturas ancestrais e mitologias. A continuidade a partir desses filósofos é ingênua, pois eles reescreveram conhecimentos compartilhados por sábios, sacerdotes, xamãs e magos há milênios. O imaginário inconsciente, povoado por arquétipos desde o alvorecer da mente humana, influencia noções, métodos e critérios nas atividades científicas, artísticas e filosóficas.


Compartimentação e Contrapartida do Inconsciente: Este processo de priorizar subdivisões, isolando partes de uma totalidade para aprofundar investigações, é útil em áreas específicas das ciências, mas não quando aplicado à investigação da condição humana. A compartimentação gera uma projeção de uma imagem individualizada falsa, envolta em uma ilusão coletiva. Essa contrapartida do inconsciente coletivo revela efeitos colaterais. A ausência de recursos para lidar com os arquétipos que continuam estruturando pulsões enraizadas está na base da falta de conexão no mundo.

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